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Bibliotecas na Antiguidade e os desafios da preservação

09 de abril de 2020

Na Foto de Rafael Andrade/Folhapress mostra o Interior da Biblioteca Nacional; construção foi iniciada com a vinda da família real portuguesa ao Brasil 


Hoje, 9 de abril, é o Dia da Biblioteca e eu não poderia deixar de citar onde tudo começou: A Antiguidade Oriental e posteriormente a biblioteca mais importante e conhecida em toda a História, a Biblioteca de Alexandria no Egito. Da Epopéia de Gilgamesh ao Código do Rei Hamurábi, a literatura se desenvolveu primeiramente pela escrita cuneiforme, ou seja, em forma de cunhas e secadas no Sol, desenvolvida pelos escribas. Na Antiguidade, faraós e reis confiscaram papiros e tábuas com registros como fortuna Intelectual para as suas bibliotecas, outros opitavam queimá-las como forma de deixarem no chão as cinzas da cultura de uma determinada civilização. Dentre essas bibliotecas, a Biblioteca de Alexandria foi de longe a mais opulenta no Egito Antigo, onde se estudava rolos de papiro e produções nas línguas akadiana, dos Medos, árabe rudimentar e obviamente na língua grega.

O macedônio Alexandre, O Grande pôde ver com os seus próprios olhos, obras em rolos com aproximadamente 500 mil peças sob diversos temas, porém a visibilidade da biblioteca ascendeu mais uma das muitas invejas dos romanos. Na biblioteca egípcia, um leitor poderia ler peças das clássicas obras "A Iliada" e a "Odisseia" do grego Homero, "O banquete" de Platão ou sobre a medicina de Hipócrates. O misterioso incêndio que devastou a Biblioteca de Alexandria não foi o único capítulo de um verdadeiro Farheheit 451 do mundo antigo. Ramsés II também teve o seu acervo como forma de ostentação e amor pela pesquisa, assim como Cleópatra que recebeu 20 mil pergaminhos retirados da Biblioteca de Pérgamo na Ásia Menor, como forma de amor e generosidade, além do apoio do romano contra o seu maior rival, o seu irmão Ptolomeu XIII - e tendo como consequência natural - as inúmeras críticas dos historiadores Sêneca, Gaio Cláudio e do geógrafo grego Estrabão. Durante a formação do Império Bizantino, entre 303 e 313 d.C, Diocleciano transformou a capital do Império Romano do Oriente após a derrocada de Roma antes mesmo da sua oficial em 476 d.C, o principal centro Intelectual, da leitura da Antiguidade Tardia, mas devido os conflitos que ocorreram na Antiguidade como entre romanos e cristãos entre os séculos I e IV d.C, as bibliotecas foram quase todas destruídas, dentre elas, de Bizâncio às margens do Estreito de Bósforo.

Bibliografia: - Polastron, Lucien X. Livros em Chamas: A História da destruição sem fim das bibliotecas. Ed. José Olympio. Rio de Janeiro-RJ, 2013; - Puchter, Martin. O mundo da escrita: Como a Literatura transformou a civilização. Ed. Companhia das Letras, São Paulo-SP, 2019; - Russel, Bertran. História do pensamento ocidental. Ed. Nova Fronteira. Rio de Janeiro-RJ, 2017; - Ginzburg, Carlo. O queijo e os vermes. Ed. Companhia das Letras, São Paulo-SP, 2004. By Djalma Augusto dos Santos Mello ( Guto Mello ) * * *

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